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segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Mensalão


Enfim, o julgamento do Mensalão.

Dia 22 de agosto de 2012. Me presto a ouvir, ao vivo, o voto do revisor Ministro Lewandowski.

Certamente poucos da Nação estão preocupados com o desenrolar do processo.

Impressiona que o julgamento não tenha tanta repercussão, infelizmente. Bisbilhoto manifestações nos sites sobre o caso e perplexa vejo que algumas pessoas, se julgadores fosse, livrariam todos os réus de culpa. Alguns justificando que o maior dos “ladrões” não está no rol dos culpados, leia-se Lula.

Isso sim é “pessoalizar” o crime. Faz parecer, dito isso, que não é correto punir os demais. Crime seria dizer que os outros não merecem punição.

Outros dizem, ainda, que não envolvia dinheiro público. Esses talvez não tenham prestado atenção ou mesmo se interessado em saber exatamente o que contém as acusações que resultaram no processo.

De vez em quando eu ouvia os mais velhos repetirem um dito popular que “a ocasião faz o ladrão”. É um dito sempre atual.

O Governo estabelecido na época em que nasceu o Mensalão, era quase um marinheiro de primeira viagem, empolgado, encantado com o poder, enfeitiçado pelo canto da sereia.

De repente se deu conta que precisava administrar uma espécie de ser vivo e dinâmico, e imenso.

Precisavam de sabedoria para dar seguimento à rotina, mas, também precisavam compor o quadro a fim de poder governar.

Por óbvio que era preciso ter pessoal de confiança, mas, também, de técnico como seria uma administração ideal.

Entretanto, como ocorre em qualquer esfera de governo, onde intimamente ligado ao poder, as composições visam num primeiro momento, quase que exclusivamente, o preenchimento de vagas com os seus iguais, seus partidários, deixando de lado a ideia de que estão lidando com a coisa pública. Portanto, tratam a coisa pública como se fosse seu “clube de campo”, onde estão eternamente a passeio.

A política definitivamente não abriga pessoas que tem ideia do que seja Administração Pública genuína. Mas felizmente há exceções. E eu respeito tais exceções.

Na política não existe preocupação com o bem público, existe preocupação primeira em acomodar os seus, os dos seus, e os amigos dos seus. Não sejamos hipócritas.

Um parêntesis (ou parêntese, como quiser): isso me faz lembrar uma obra que li há poucos dias e que tem ótimas passagens. Recomendo a leitura àqueles que não se rendem ao politicamente correto sem questionar de onde ele vem.  Trata-se do livro “Guia Politicamente Incorreto da Filosofia”, de Luiz Felipe Pondé.

Voltando. Partem da premissa capenga e rasteira que podem dispor dos recursos públicos como se fossem seus. Abarrotados de cargos de confiança que, com acesso a recursos públicos que estão à sua disposição, empurram para debaixo do tapete as indecentes “ações” e, junto com essas vergonhas, as necessidades do povo.

Não há explicação para que o povo ainda permaneça sobrevivendo, que ainda existam desvios da verba da saúde enquanto pessoas morrem no chão, maca e corredores de hospitais ou que sejam mandadas para casa e simplesmente aguardem a morte chegar.

Não há explicação neste planeta para, em pleno ano 2012, ainda o povo do sertão nordestino não ter água para beber, não ter comida, vendo morrer de sede e fome o seu magro gado, as sementes torrarem naquele lugar deste País tão orgulhoso de seu modo de ser, tão lindo de visitar como apregoam neste momento que prenuncia a chegada dessa inglória Copa do Mundo.

O mundo ideal não existe e não será nem o comunismo, nem o socialismo, nem coisa nenhuma seja lá o nome que quiserem dar que vai nos salvar da ganância do homem quando chega ao poder.

Aos patrulheiros do politicamente correto: quando digo homem leia-se homem ou mulher.

O julgamento do Mensalão não irá, em hipótese alguma, resolver os problemas do País, mas quero crer que será um marco importante na nossa História.

É desse julgamento que depende nossa fé em que um mundo mais viável é possível.

Os administradores públicos, os servidores públicos de carreira e aqueles investidos em cargo de confiança devem entender que a “coisa pública” não lhes pertence, não é de sua propriedade e, portanto, o respeito e o tratamento da “coisa pública” devem ser ainda maior, ainda mais do que fossem de sua propriedade. São meros depositários da confiança de um povo que não tem o hábito de questionar e que são moldados pela necessidade de sobreviver, sendo alvo fácil para os bajuladores e profetas de plantão, que oferecendo alguma vantagem em troca do voto são criminosos de mesma ou maior intensidade do criminoso que atenta contra a vida de alguém, pois ludibriam, encantam e seduzem o povo com as promessas de um futuro melhor, lhes tirando a possibilidade de viver com qualidade, com saúde.

Existe mesmo um futuro melhor, porém, esse é para poucos: está destinado ao político desonesto e seus afins, sem compromisso com o bem estar do povo que, conseguindo entrar naquele “clube de campo”, verão o paraíso e dele nunca mais desejarão sair.

Nosso povo perdeu (ou nunca teve) a capacidade de pensar, e aqueles poucos que ainda tem a capacidade de pensar e de se indignar são rotulados de negativos, mal humorados, do contra, rancorosos, direitistas, metidos a intelectual, rançosos, racistas, fascistas, machistas e por ai vai.

Mas o que esperar de um povo que se contenta em ver mais uma edição do BBB e ainda gastar de telefone ligando para mandar alguém para o paredão?

 

Eu não poderia deixar de perguntar onde estão os jovens ”caras pintadas”? Ah, já sei. Agora devem estar reunidos e apoiando com as “indignadas” meninas do Femen!!!  Pelo menos elas são as únicas que se prestam a externar sua indignação contra alguma coisa, mesmo que elas estejam mais para pôster de oficina mecânica, mas já é um começo.

A elas meus respeitos, mas, sem meus peitos. Prefiro manifestar-me através das ideias.

Mas voltando ao princípio, espera-se que o julgamento do Mensalão seja, de fato, um marco em nossas vidas e que os políticos e seus seguidores pensem bem antes de “meter a mão” nos recursos públicos, que pensem antes de desviar verbas públicas para seus bolsos, cuecas, meias etc.

Neste País já vimos de tudo um pouco.

Muito roubo e menos cadeia para corruptos e corruptores.

Muito funk, pagode, sertanejo e outros gêneros da moda e menos educação e cultura.

Muita cota racial e menos educação básica de qualidade, sem ver a quem.

Tudo neste imenso País é muito. Tudo é “ão” como o Mensalão, mas, infelizmente, no meio desse muito tudo, o muito é, na verdade, muito menos seriedade, humanidade e respeito.

Aguardo ansiosa que o STF ouça o grito silencioso do povo (aquele que pensa) brasileiro e faça prevalecer a verdadeira Justiça.

 

 

 

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

tudo de novo, mais uma vez

Eleições.
 
Outra vez temos que passar pela experiência de votar e de ver, daqui mais alguns anos, o resultado da escolha.
Geralmente as pessoas escolhem seu candidato influenciadas não somente pela proposta dele candidato mas pelas vantagens que dele poderá obter.
As promessas são muitas mas de concreto mesmo e que se transforme em benefício para toda a sociedade o resultado é quase nada.
Reparem na propaganda eleitoral. Existem candidatos que prometem coisas  que não estão ao alcance das suas prerrogativas, não pertencem ao seu campo de atuação. São como que alucinados falando sozinho.
Candidatos bons, felizmente, ainda existem. Pessoas com discernimento, conhecimento de seus limites de atuação e, de fato, comprometidos com um propósito.
Mas o povo não tem muito interesse nisso, o interesse se concentra nas possibilidades suas no caso de seu candidato ser eleito.
Cargos já são escolhidos, as vagas previamente preeenchidas, aquela coisa toda que sabemos que faz parte da política.
Não existe preocupação do eleitor com o restante da população. Cada um por si e por seus   familiares, amigos etc. Não interessa o que pensa o candidato, não é importante se interesses legítimos serão contrariados. É um jogo, nada mais.
Sendo tao somente um jogo existem as trocas, as traições, o blefe, etc. Enfim, existe tudo menos o que realmente importa, ou deveria importar, na política: o bem comum, o coletivo.
Entra eleição e sai eleição quase nada muda. Na verdade muda sim: o mando de campo, sai o pai e entra o filho, sai o marido e entra a mulher.
Partidos se tornaram grandes corporações. Visam apenas lucro. Não poderia ser diferente.
Se o eleitor em geral questionasse a forma como se dá a atual política as coisas provavelmente teriam começado a mudar.
Porque votamos afinal? Em princípio para colocar um representante nosso na engrenagem que faz funcionar a vida do cidadão, para que nossos direitos fundamentais sejam respeitados, que tivesse o povo qualidade de vida, acesso à saúde, segurança, educação com qualidade, saneamento básico, casa, alimentação etc.
Nosso povo não quer esmola, ele quer oportunidades. Não queremos apenas a casa de graça mas condições de ter uma casa por méritos próprios.
Para isso é necessário gerar emprego, é necessário formar o cidadão para o trabalho. O simples ato de dar tudo não faz com que a pessoa se sinta feliz mas apenas que se torne mais um elemento fácil de manobrar.
O povo não pensa e não pensa porque não sabe pensar mas porque vem sendo doutrinado para não pensar, não questionar e apenas ficar inerte no aguardo do assistencialismo com sua cesta básica, seu "bolsa-qualquer coisa".
Nossa esperança estava nas novas gerações, nos cara-pintadas. Mas aonde foram parar?
A história se repete e apenas importa o acesso ao poder.
Eleições. Quantos de nós lembra em quem votou na última eleição?
Nesta eleição eu vou estudar o candidato e exercer meu direito/obrigação de votar.
Se alguém for digno de ter meu voto certamente o terá. Do contrário vou aderir ao voto nulo.
Eu sei que isso é um legítimo caso de falar com as paredes mas, quem sabe, em algum momento comecem as paredes a ouvir e resolvam se manifestar.
Isso me faz lembrar de trechos de uma música que cantava a Elis Regina. Nada mais atual. De tudo um pouco.

Como Nossos Pais
(...)
Nossos ídolos ainda são os mesmos
E as aparências não enganam não
Você diz que depois deles não apareceu mais ninguém
Você pode até dizer que eu tô por fora ou então que eu tô inventando...
Mas é você que ama o passado e que não vê
É você que ama o passado e  que não vê que o novo sempre vem...
Hoje eu sei que quem me deu a idéia de uma nova consciência e  juventude
Tá em casa guardado por Deus contando vil metal...
Minha dor é perceber que apesar de termos feito tudo, tudo, tudo o que fizemos
Nós ainda somos os mesmos e vivemos
Ainda somos os mesmos e vivemos
Ainda somos os mesmos e vivemos como os nossos pais...


quarta-feira, 25 de julho de 2012

Uma outra visão da maternidade


Maternidade.



Durante um bom tempo não pensava em ser mãe.
Achava que tinha que ter um bom pai para os filhos que porventura eu viesse a ter.
O tempo passou. Esperei pelo momento certo e momento certo não veio simplesmente porque o momento certo não existe. A gente é quem faz o momento. Mas isso é apenas mais um detalhe do todo.
Nas reuniões sociais a conversa das mulheres-mães é sempre a mesma. Sempre foi assim. E sempre será assim.
Nesses encontros as mulheres falam apenas de sua prole e de seus maridos. Nunca sobre a essência delas próprias.
Há uma "realização" através de seus rebentos.
Isso sempre me aborreceu porque não havia assunto diferente desses dois num encontro de amigas, parentes, colegas e esposas dos colegas do marido.
Sempre me sentia deslocada, desde jovem ainda.
Eu tinha outras preocupações como trabalho, estudo e familia.
Minhas pequenas conquistas sempre foram muito importantes pra mim. Eu me realizava através delas.
Talvez por isso eu sempre tenha relegado a um "terceiro" plano a maternidade.
A maternidade nunca foi um sonho, ela teria sido uma outra conquista que não tinha tanta importância.
Nos últimos anos e, principalmente, depois dos 40 é que essa coisa de ser mãe resolveu ocupar um pouco dos meus pensamentos. Provavelmente por já ter conquistado estabilidade financeira e emocional.
Confesso que pensei por algum tempo na produção independente mas não seria a mesma coisa, o fato de não ter um companheiro que faça parte do processo, do inicio ao fim, não me agradava.
Em determinado momento a idéia já tinha passado e comecei a racionalizar a questão.
Me perguntava honestamente sobre filhos. Porque ter filhos?
Friamente, é raro a mulher pensar sobre isso. Uma das razões que encontrei para ser mãe talvez fosse para ser aceita num grupo ou no grande grupo social.
No trabalho é status, nas relaçoes familiares é obrigação, nas reuniões sociais é assunto para interagir com as demais mulheres.
Quando alguém te pergunta se tens filhos observa bem a expressão do rosto quando a resposta é não.
Por incrivel que pareça, ainda hoje, as mulheres tratam de discriminar aquelas que não tem filhos porque não tê-los é sinal de algum defeito. Ou és doente (coitada, não pode ter filhos), ou és doida da cabeça (onde já se viu não querer filhos?) ou solteirona (fracassada!).
Mas fracasso deve ser o fato de gerar filhos e não ser feliz com eles, ter filhos ingratos, distantes etc. A mulher vai se culpar ( psicólogos dizem que a culpa é sempre da mãe), vai ficar se perguntando eternamente "onde foi que eu errei?".
Claro que ter filho deve ser uma emoção indescritível, não digo que é frescura, talvez se eu tivesse gerado um filho também vivenciasse a mesma situação.
Tem mulheres que se arrependem de ter tido filhos mas que vivem mergulhadas no remorso e não confessam pra ninguém que gostaria de ter tido outro tipo de vida.
Ter filhos é uma exigência da sociedade, as mulheres devem se encaixar nesse perfil ou são condenadas.
Ter filhos é bom, com toda a certeza para os comerciantes que vendem adoidado no Dia das Mães. E, por tabela, no Dia dos Pais. Depois no Dia das Crianças. E não podemos esquecer o Natal e a Páscoa.
Eu entendo as mulheres desesperadas por ter filhos. Além de ser requisito para ser aceita na sociedade existe também a preocupação com futuro. Medo da solidão.
Há também o medo da solidão já no presente. Ela vai se dedicar ao bebê e a sua vida consequentemente terá sentido.
Há poucos meses atrás pensei muito fortemente em arriscar minha saúde e dispor de uma quantia razoávevl de dinheiro para produzir um bebê. Mas racionalizei esse pensamento para saber honestamente porque eu faria isso.
Ser mãe daria aos meus velhos pais um neto e acho que ficariam contentes. Eu desfilaria pelos shoppings com o bebê fofo, mostraria para a vizinhança, amigos e colegas que eu era, afinal, normal e eles me aceitariam no grupo.
Mas a maternidade, na minha idade, quarentona, é algo reprovável pela sociedade em sua maioria.
E, sinceramente, me criaria problemas porque não teria descanso agora que chego na aposentadoria. Não poderia ter uma relação tranquila com meu marido porque não teriamos mais tempo pra nós dois, não poderiamos viajar e aproveitar a velhice com a certeza de não ter horário nem dia certo pra voltar, seria cansativo apesar de já termos a maturidade e paciência que deve-se ter quando se tem filhos quando se é jovem e cheio de compromissos.
Todos, com raras exceções, torceriam o nariz, criticariam a gravidez tardia. Diriam que era para "me aparecer", "onde já se viu criar problema depois de velha, "mãe-avó" entre outros rótulos.
Honestamente me perguntei: pra quê?
Será que eu sou uma desequilibrada porque penso que ser mãe não é tão importante assim para mim?
Talvez me chamem de fria, frígida, insensivel, egoista ou sei lá mais o quê.
Não me acho nada disso, muito menos egoísta.
Egoísta seria eu se colocasse no mundo um ser que teria que ver tanta crueldade, tanta discriminação, julgamentos superficiais, valores morais totalmente distorcidos, luta diária para sobreviver só para satisfazer a sociedade e minha necessidade de ser aceita.
Me perguntei com toda a honestidade sobre isso e imaginei as mais diversas situações por que passam as mães.
Me coloquei na pele daquelas mães que perdem seus filhos muito cedo seja qual for a forma que se der a perda. É uma eterna dor.
Um eterno vazio com a mesma pergunta: e se isso tivesse sido assim e se eu tivesse feito aquilo...
Me coloquei na pele da mãe idosa e abandonada pelos filhos. E também daquela mãe sofrida, sem dormir direito, comer direito, trabalhando fora e dentro de casa e se sentindo totalmente só porque muitas vezes ser mãe é um ato solitário.
Hoje ter filhos é uma loteria, nem sempre os filhos serão teus amigos, às vezes criam-se inimigos dentro de casa.
Dizem que ser mãe é uma coisa divina e que uma vez que se olha aquele ser indefeso é um amor sem limites.
Eu sempre digo que sim, deve ser isso e muito mais. O problema é que eles crescem.
Vão crescer e  algumas mães e pais terão sorte em conseguir educá-los bem, o mundo externo não vai deseducá-los, os pais terão soberania e a mídia não vai tornar seus pimpolhos vorazes consumidores e deixar os pais "numa sinuca de bico" se não lhes comprar o tênis de tal marca, a roupa da tal loja, o celular lançamento mundial, os cadernos e provavelmente o "tablet" porque isso de caderno é ultrapassado.
A mãe terá sorte se tiver filhos compreensivos, terá sorte se não mimá-los para compensar a falta de tempo que a faz trabalhar mais de 8h por dia para sustentá-los e chegar em casa cansada e ainda ter que organizar a bagunça todo o santo dia já que os "rebentos" viraram do avesso a casa com tanta roupa espalhada e louça suja. Mas tendo saúde, dizem os conformados, tudo bem.
Mas fora esse caos que vislumbrei ao longo desses anos de vida, seja presenciando tais situações ou participando como ouvinte dos queixumes inconfessáveis de amigas e colegas de trabalho, eu fui testemunha de que existe vida lá fora, fora do caos.
Há lares bem estruturados, pais soberanos (e não ditadores) e filhos centrados. Eu vi muitas mães trabalhadoras que tinham filhos compreensivos, estudantes e também, muitas das vezes, inseridos no mercado de trabalho.
Maternidade pode ser uma coisa que dá certo mas não para todas as mulheres. Nem todas querem a mesma coisa e isso é algo que deve ser respeitado: o que deseja a mulher pra si, ser dona de sua alma e seu corpo, decidir como quer viver a sua vida sem ter que passar pela aceitação da sociedade.
Ser simplemente alguém em paz consigo mesmo.

....

Cheguei a fazer uma breve pesquisa sobre esse assunto maternidade que foi bastante interessante e gostaria de compartilhar com as mulheres que se identificarem com o meu pensamento.
Encontrei um blog sobre isso bem interessante: uterovazio.blogspot.com.

Finalmente, eu me sinto muito bem assim como sou e como estou. E não me aflige a solidão porque estou em paz e não preciso ser aceita por mais ninguém que não seja eu mesma.
De qualquer forma, meus respeitos a todas as mães do mundo até porque tenho uma maravilhosa mãe.

Às amigas um grande abraço.
Rejane



quinta-feira, 5 de abril de 2012

Páscoa 2


Pra mim a Páscoa não é um fato isolado, uma data solitária.
Tem todo um contexto, uma história, uma passagem na vida.
Para os cristãos é um momento especial, um período de vigília em respeito à figura de Jesus e toda sua trajetória, seu sofrimento, suas angústias e dúvidas, sua solidão, sua fragilidade e coragem.
A Páscoa é o auge desse momento, é quando vislumbramos o consolo e a esperança de dias melhores, é ter fé na vida e nas pessoas e resulta em superação e força.
Desde pequena a figura de Jesus me emociona. Mesmo quando criança e sem conhecer a vida dele eu entendia que se tratava de uma pessoa especial, um exemplo de amor.
A gente cresce e vai esquecendo das coisas mais simples, fica com receio de falar em religião, credo ou qualquer outra fé porque ainda somos julgados pela nossa fé.
Páscoa não é só chocolate, cestinhos e outras coisas que são dadas de presente.
Páscoa é mais do que isso.
Páscoa é respeito, carinho, compreensão, esperança, perseverança, amizade, é tudo que temos de bom para compartilhar.
Páscoa é feita de tudo isso um pouco.
Feliz Páscoa.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

De novo as Malvinas?

De acordo com o título do meu blog pretendo falar de tudo um pouco.
Depois da minha inauguração no mundo dos blogs, falando sobre o meu mundo, resolvi falar um pouco sobre a Cristina Kirschner porque me chamou atenção uma foto dela jogando flores numa celebração sobre as Malvinas.
Bem que eu gostaria de acreditar na sinceridade da Cristina mas, vamos combinar, ela está mesmo empenhada em desviar o foco dos problemas da sua administração fazendo com que o povo argentino esqueça dos graves problemas internos quando apela para o civismo, patriotismo ou seja lá o que pretende a presidente argentina apelar.
Neste momento ela deveria se concentrar em realmente resgatar a economia do seu País, ajudar seu povo, preocupar-se com os problemas internos antes de lançar campanha contra outra nação, seja ela de que continente for.
A preocupação da presidente, me parece, se restringe a si mesma, com a permanência no poder e com poder absoluto. É de fato populista. Usou de uma doença (farsa?) para sensibilizar o povo argentino tão carente de um salvador.
Assim se destacam e se eternizam os populistas que usam de qualquer meio para serem idolatrados, inclusive calando a voz da democracia, fechando e/ou censurando os meios de comunicação.
Lamento que a memória argentina esteja tão fraca permitindo, assim, que se repitam os erros do passado.
Mas não podemos perder o foco dos nossos problemas criticando a política do vizinho até porque dos populistas ninguém está livre.

Páscoa

Páscoa.
Não entendo porque tanta correria. Não entendo essa coisa de chocólatra.
Muita gente não faz a mínima idéia do verdadeiro significado da Páscoa. As crianças só sabem que Páscoa é um dia em que são presenteadas com chocolate. É uma obrigação dos pais, avós e de qualquer um que seja próximo presenteá-los.
Tudo bem que não é necessário o mundo saber sobre a Páscoa mas a curiosidade é saudável.
Hoje em dia, com todo acesso à informação que as pessoas têm, ainda agimos feito manada.
Na TV alguém aparece falando sobre dieta tal, que um tal produto faz isso e aquilo. Tempos depois aparece outro alguém e diz que esse mesmo produto não faz nada daquilo e, ao contrário do que foi dito antes, é péssimo pra saúde.
No meio disso tudo existe o comércio. Ele é quem movimenta tudo.
Um belo dia disseram que o chocolate faz bem pra isso e mais aquilo. Inventaram até essa coisa de ser chocólatra.
Chocólatra.
Como é que as pessoas viveram todo esse tempo sem saber dessa dependência. Como é que sobreviveram até pouco tempo atrás sem essa coisa de não conseguir viver sem chocolate.
Certamente dois entes neste mundo não podem viver sem o chocolate: o fabricante e comerciante. E eles são agradecidos, de coração, aos consumidores que, ano após ano, se entopem de chocolate. Principalmente os chocólatras que descobriram que não podem viver, trabalhar, estudar, se relacionar com o mundo sem o chocolate.
Não sou contra chocolate, eu gosto de chocolate. O que não me agrada é essa coisa sem cabimento de comprar por comprar. É tudo comércio.
O mercado coloca na cabeça das pessoas que não são normais aquelas que não comprarem chocolate na Páscoa.
Se alguém já viu alguma comercial que explique porque as pessoas devem dar chocolate de presente na Páscoa, por favor, me diga quem e onde circulou isso. Faço questão de parabenizar o responsável pela publicidade. Isso sim é um tipo de consumo consciente.
E o efeito manada não se restringe ao chocolate. Ele está presente um pouco em tudo.
Se vê de tudo um pouco.


meu primeiro acesso

Meu primeiro acesso ao blog. É um interessante começo.
Antes de inaugurar essa nova descoberta pessoal é preciso deixar claro aos amigos que a minha intenção é apenas expor meus pensamentos, trocar idéias, contribuir com aqueles que se identifiquem de alguma maneira com os temas. Desenvolver assuntos do cotidiano, propor discussões sem que isso se torne invasivo. Nada além do que exercitar o cérebro sem culpa, sem partido, sem gênero, categoria, sem minorias ou maiorias. Apenas conversar com os amigos
Aos amigos, que são poucos, e colegas de trabalho dedicarei algumas linhas mais adiante.
Aos familiares, poucos também, venho dedicando um pouco da minha vida já há algum tempo.
Familia é uma coisa engraçada mesmo. Algumas pessoas tem uma familia numerosa, muitos tios, sobrinhos, primos e lá vai. Algumas familias são menores e não menos barulhenta como a numerosa.
Geralmente se dividem em grupos e, por vezes, em alguns subgrupos.
Mesmo na de menor tamanho existe essa divisão, uns simpatizam mais com outros mas não significa que se amem menos. É só a compreensivel preferência que se tem por algumas pessoas.
Mas não se culpem por isso, faz parte da vida.
Amo meus pais. Sou agradecida por tudo que fizeram por mim. Amo a todos familiares do meu jeito meio tosco, mas amo.
Meu marido Osvaldo: meu amor, meu companheiro, meu amigo. Com ele descobri que existe, sim, essa coisa de alma gêmea. Te amo.
Por último, mas não menos importante: amo meus bebês Mia e Guga, enchem de alegria a minha vida, cada um com seu jeitinho.